14 Outubro 2020
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Divulgação

O HackDelas é um movimento que busca a igualdade de gênero promovendo a participação de mulheres (prioritariamente negras e periféricas) na área de tecnologia e inovação. Trata-se de uma iniciativa do coletivo Minas Programam inserido no HackTudo – festival de cultura digital, inteiramente gratuito e on-line, que acontecerá entre os dias 16 e 25 de outubro para todo o Brasil.

O HackDelas oferecerá oportunidades para mulheres que querem entender de programação e redes sociais. Cada atividade será restrita a 20 participantes pré-inscritas. A primeira delas é Programação: por onde começar? Esse minicurso terá três encontros virtuais de três horas cada, nos quais serão apresentados os conceitos iniciais e as possibilidades de atuação na carreira profissional em tecnologia. Podem se inscrever mulheres e meninas  acima de 14 anos. O material didático será compartilhado na página #HACKDELAS para o público em geral depois do evento.

Ariane Cor, fundadora do Minas Programam, coordena a montagem dos cursos no HackDelas. Ela afirma que "programação não é só para programadores, mas para toda a sociedade".

Outra atividade do HackDelas é Introdução à programação, com cinco encontros on-line de três horas cada para a mesma faixa etária do anterior. O objetivo é capacitação de nível básico em programação. As participantes aprenderão lógica de programação e introdução a algoritmos, além de se exercitarem em atividades complementares para prática individual. Ainda haverá uma oficina de segurança digital para iniciantes, também acima de 14 anos, com orientações sobre como usar as redes sociais sem cair em armadilhas.

A primeira turma do Minas Programam é de 2015 em São Paulo (foto: Instagram)

Já na Transição de carreira para tecnologia, as 20 participantes do HackDelas se encontrarão virtualmente com quatro profissionais da área de tecnologia que migraram de outras carreiras e outros setores. O objetivo desse encontro é conectar mulheres com interesse em mudar de área com profissionais que passaram de forma bem sucedida por essa experiência. Apenas este meetup (encontro on-line entre pessoas com interesse em comum) é destinado a maiores de 18 anos.

HackTudo para outros públicos

O festival vai além da programação oferecida pelo HackDelas e tem atrações para o público infanto-juvenil, tanto meninos quanto meninas, como oficinas para desenvolver e aprimorar habilidades artísticas ou a exposição Mmaker com projetos de fabricação e alteração de objetos.

A MultiRio participará com uma palestra sobre animação, ministrada por Marcelo Salerno, responsável por esta área na Empresa Municipal de Multimeios, e Simone Monteiro, assessora de Articulação Pedagógica. Vale conferir!

As Minas Programam

O coletivo começou em 2015, em São Paulo, da união de três mulheres que acreditam ser possível democratizar o acesso à programação de computadores; e que esse conhecimento pode ser aplicado nas mais diversas áreas, como arquitetura e gastronomia, por exemplo; potencializando uma gama enorme de profissões.

Ariane Cor, desinger gráfica de formação, Bárbara Paes e Fernanda Balbino, vindas da área; de Relações Internacionais, criaram um espaço para meninas e mulheres aprenderem programação com segurança e autonomia. Em sucaminhada, conseguiram o subsídio do Frida Fund, um coletivo que congregafemistas de diversos países para apoiar com recursos jovens mulheres do; hemisfério sul; e do Tide Setúbal (ONG cuja missão é fomentar iniciativas que promovam a justiça social e o desenvolvimento sustentável de periferias urbanas e contribuam para o enfrentamento das desigualdades socioespaciais das grandes cidades; para cursos na periferia paulistana.

Atualmente, o Minas Programam tem até conteúdo para o público em geral abordando tecnologia, sociedade, sexo, raça e território em suas redes sociais (Instagram e YouTube). Além disso, prestam consultoria para empresas, escolas e órgãos governamentais no eixo Rio – São Paulo; e no exterior. Todas as atividades são gratuitas.

Em cinco anos de atividade, duas mil meninas e mulheres participaram dos cursos do Minas Programam. Em Janeiro deste ano, o coletivo fez uma pesquisa e constatou que 60% das ex-alunas estão trabalhando com programação ou com tecnologia e 30% continuam interessadas em programação, mesmo sem trabalhar na área.

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