22 Setembro 2016
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A simulação holográfica é um truque de espelhos. A representação da imagem segue o Princípio de Fermat e a Lei da Reflexão, que estabelecem respectivamente que a luz vai sempre percorrer o caminho mais curto da origem até o destino, e que o ângulo de incidência vai ser igual ao de saída.

Corte lateral da simulação holográfica

Desta forma, a imagem é gerada ou projetada em uma tela e sua luz reflete na superfície reflexiva. A distância da tela até essa superfície é a mesma distância “para trás” dessa superfície até a imagem refletida. Em outras palavras, como a luz está percorrendo um caminho da tela até a superfície de reflexão, nosso equipamento sensorial soma essa distância à distância de nossos olhos até a superfície, efetivamente percebendo a imagem no ar, atrás dessa.

Em termos práticos, a experiência holográfica consiste em três partes separadas: a mídia, a tela e o meio reflexivo. A mídia dependerá mais do meio reflexivo do que da tela. Portanto, é necessário determinar as características do meio de reflexão antes de projetar ou finalizar a mídia.

As formas mais comuns são em uma, três e quatro faces. O meio reflexivo de uma face maximiza a área de reflexão e permite holografias maiores. Porém, é o que menos explora o potencial da mídia.

Quadro de imagem para holografia de quatro faces

Cada uma das possibilidades acima demanda um tipo diferente de produção de mídia. Para uma face, só é necessário refletir a imagem, tendo cuidado com textos, que aparecerão invertidos como em um espelho. Para que a holografia fique correta em três ou quatro faces, é necessário produzir a mídia de maneira que as imagens fiquem dispostas de forma equidistante em relação ao vértice da pirâmide de reflexão e orientadas corretamente em relação ao centro.

Se corretamente produzidas e montadas, as imagens se complementarão ao observarmos a projeção a partir de diferentes ângulos.

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